Lil Wayne - Tha Carter III

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Enquanto o hip-hop se tornava moeda corrente entre os miúdos das costas leste e ocidental dos Estados Unidos, florescia uma cena mais localizada a sul do país. O rap sulista despontou em Miami, no final dos anos 80, apoiado em dengosas linhas de baixo e num grande cuidado lírico, e cedo contaminou as cidades vizinhas. Atlanta torna-se o epicentro criativo mas é Nova Orleães que arrecada mais dólares ao estabelecer uma lucrativa linha de montagem. Lil Wayne torna-se filho dessa subcultura ao integrar, ainda adolescente, os Hot Boys.

De então para cá, Wayne foi intervalando as suas edições a solo com uma fervorosa produção de mixtapes, o que lhe valeu um assinalável estatuto junto das bases mais fiéis. Esse culto underground não mais descolou dele até mesmo quando vendeu muito: foi o caso da estreia em nome próprio, com “Tha Block Is Hot” de 1999. Então como agora, o rapper do subsolo pega na tradição soul de Nova Orleães, adiciona-lhe frondosas e suadas batidas e serve tudo numa produção gordurosa e desafiante. Em 2004, começava a escrever o seu “Tha Carter”, que vai agora no terceiro capítulo.

Aqui, ele rodeia-se de outros executores da palavra cantada, como Jay-Z (num sonolento ‘Mr. Carter’), T-Pain (’Got Money’ cresce a partir de um beat que parece retirado do funk carioca e posto de molho num bairro de Luanda) e Babyface (em ‘Comfortable’, onde só a voz de tinto velho de Wayne rompe a soul feita de veludo e plumas). Há outras mas as restantes colaborações são mais pálidas - a excepção é ‘Tie My Hands’, a meias com Robin Thicke, que assume a direcção de um petardo lançado às mãos da Administração Bush. É o retrato ora magoado ora acusador de uma Nova Orleães varrida pelo furacão Katrina.

Em ‘Dr. Carter’, Lil Wayne sampla David Axelrod, reputado produtor que fica entre a pop mais barroca e o jazz infectado pelo funk, o que diz muito da cultura musical do senhor. Wayne é dono de um conhecimento transversal que lhe permite desaparecer num jogo de arqueologia para, algumas faixas depois, reaparecer sob a forma de ‘Lollipop’, num electro viciante mas que se mastiga e cospe como pastilha elástica.

No entanto, ao contrário de um 50 Cent, que invariavelmente rapa sobre os tiros que levou acima da cintura, Wayne domina a arte da graçola bem engatilhada: em ‘Phone Home’, jura com voz metalizada que compra o nosso cérebro por uma ninharia. Já sentíamos saudades do hip-hop sem o peso do mundo em cima. Não quer isto dizer que Lil Wayne não tem histórias de pólvora para contar. Aos 12 anos, atirou acidentalmente sobre si próprio quando brincava com uma arma de fogo à frente do espelho. Ele recorda isso em ‘Shoot Me Down’ com a ajuda de D. Smith, mas não faz desses episódios o que eles não são.

É refrescante ouvir um rapper assim, que se distancia do rótulo de gangster enquanto se aproxima de uma noção quase perfeita de ritmo.

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We Figga grava DVD ao vivo no Casino Figueira

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A banda We Figga, um projecto de jovens figueirenses com fortes influências do movimento hip-hop, grava ao vivo o seu primeiro DVD nos dias 8 e 9 de Setembro às 22h30 no Casino Figueira, com entrada livre.

Os We Figga são constituídos por Manuel Albuquerque (M.a.N.), Rita Nascimento (Dama Ritz), a única da banda com formação musical e, para além da excelente voz, também toca piano, e pelo DJ André Lourenço (Msir).

O conjunto da Figueira Foz apresenta uma musicalidade agradável, com mensagens positivas nas letras, numa sonoridade entre o hip hop e pop rock. Os We Figga têm vindo a alterar o seu estilo e formação numa pesquisa incessante do que efectivamente pretendem a nível musical e sonoro. Estas várias interacções acabaram por torná-los numa banda muito objectiva e com um sentido de orientação muito próprio. A simplicidade dos temas em conjunto com a harmonia transcendente, a mistura de um som forte com a melancolia que ressalta em várias músicas acrescenta um clima próprio à banda.

O álbum homónimo WE FIGGA foi apresentado a 30 de Dezembro de 2006, onde foi notória a grande adesão ao projecto. Ao vivo, e sempre que o palco o permite, os WE FIGGA fazem-se acompanhar pela banda dando mais força aos seus espectáculos.

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Margem Sul inaugura Skatepark

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As actividades radicais têm agora um novo espaço em Alcácer do Sal. Com inauguração marcada para as 11 horas de sábado, dia 6 de Setembro, o skatepark instalado junto ao rio Sado vai receber demonstrações de skate, inline e BMX Freestyle.

margem sul

O skatepark vem ao encontro das necessidades dos jovens que, mesmo durante o período em que o equipamento estava a ser montado, e apesar dos avisos então existentes no espaço alertarem para os perigos, chegaram em grande número a aproveitar os momentos de pausa dos funcionários para “testarem” as potencialidades das rampas que iam surgindo.

Agora este parque radical já pode ser utilizado sem quaisquer limitações e no dia da inauguração, às 16 horas, será ainda dada uma formação para a utilização das pistas. Para o futuro há desde já a possibilidade deste espaço vir a receber provas nacionais.

Na inauguração, para além do executivo da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, estarão presentes atletas reconhecidos a nível nacional e internacional.

Daniel Serra, atleta de BMX há mais de 10 anos, vai ser o representante desta modalidade. Bicampeão nacional de BMX Freestyle e vencedor de diversos campeonatos internacionais, o atleta vai apresentar algumas das manobras que se podem fazer com uma bicicleta.

Já na área do skate cabe a Ruben Rodrigues, vencedor de diversos campeonatos internacionais e campeão nacional em 2006, inaugurar as pistas de Alcácer do Sal.

Nos patins em linha, as acrobacias vão estar a cargo de Samuel Dias e Fábio Pereira, vencedor de diversas etapas dos circuitos nacionais e campeão nacional de Patins em Linha em Street, respectivamente.

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FHM lança CD de hip-hop

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A edição de Setembro da FHM fará o pré-lançamento do novo CD de Rui Unas. O actor e apresentador adoptou o nome de Mr. U para lançar um CD de hip-hop português que tem como single de apresentação «Sou o Mr U (betolife)».

Os leitores da revista masculina poderão, por mais 6,90 euros, adquirir o CD em conjunto com a edição de Setembro.

A acção será acompanhada por uma campanha publicitária em imprensa, rádio e internet.

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Dr. Dre perde filho

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Dr. Dre (na foto) perdeu o filho, Andre Young Jr., de 20 anos. Segundo o Contactmusic, o jovem foi encontrado morto, no último Sábado, às 10h30, pela mãe, na casa que a família possui em Woodland Hills, na Califórnia, e à qual Young teria regressado por volta das 05h30, depois de ter passado a noite com os amigos.

As causas da morte ainda não são conhecidas e os representantes do rapper e produtor norte-americano divulgaram apenas um comunicado pedindo o «respeito pelo luto e pela privacidade da família».
Recorde-se que Dr. Dre lança este ano um novo álbum, “Detox”, o último da sua carreira, segundo revelou o próprio.

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Boss AC: novo álbum este ano

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Boss AC lança um novo álbum este ano. O rapper encontra-se na fase final da gravação do disco, o quarto na sua carreira, cuja data de lançamento ainda não foi revelada.

Nas rádios e canais de televisão já roda o primeiro avanço do longa-duração, o tema ‘Levanta-te’.

O novo trabalho de Boss AC sucede ao platinado “Ritmo, Amor e Palavras”, disco que contou com colaborações de De La Soul, Pedro Aires de Magalhães, Berg, Gutto, Pacman, Rui Veloso, Sam The Kid, Virgul , Kalú e Vitorino. ‘Hip Hop (Sou Eu e És Tu)’, ‘Boa Vibe’ e ‘Princesa (Beija-me Outra Vez)’ foram os temas que ditaram o êxito do álbum.

Vejam aqui o vídeo de ‘Levanta-te’, o novo single de Boss AC:

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